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Portugal e a reconciliação com seu passado Judaico

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Um Reencontro entre Judeus e Portugal

 

Não se sabe ao certo a data em que os judeus chegaram à Portugal. Alguns historiadores afirmam que vieram pelo Mediterrâneo com os primeiros fenícios, no tempo do Rei Salomão, mas os documentos mais antigos achados datam do século 12.

 

A partir de então, até o século 16, existiu uma forte presença do povo judaico no país. Contudo, no final do século 14, o povo foi obrigado a viver em áreas determinadas pela realeza, com o objetivo de evitar a influência sobre o restante do povo cristão. Nasciam então as “Judiarias”, vilas com casas, sinagogas, açougues etc, onde os judeus procuravam manter as suas tradições.

 

Essas vilas comceçaram a crescer exponencialmente a partir de 1492, com o Édito de Expulsão da Espanha, quando a maioria dos judeus do país decidiram deixá-lo para trás ao invés de se converter e seguiram para Portugal. Mais tarde, o resto do povo judeu espanhol também seguiu para lá, fugindo do Tribunal da Inquisição.

 

Em 1496, foi assinado pelo então Rei D. Manuel l, o decreto de expulsão da população judaica de Portugal e, no ano seguinte, foram assassinados mais de dois mil “cristãos-novos” (judeus convertidos à força ao cristianismo). O Tribunal do Santo Ofício foi implantado em Portugal e durante os seus 285 anos de existência, condenou e perseguiu aqueles até então considerados hereges.

 

Para se reconciliar com seu passado judaico, Portugal vem, desde 1989, se redimindo, quando o então presidente da república Mário Soares, pediu perdão simbolicamente pelos quase 500 anos de perseguição sofridos pelo povo, pedido reforçado no ano 2000 pelo então cardeal-patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo.

 

Dentro da perspectiva de reconciliação, foi lançada, em 2011, a Rede de Judiarias de Portugal – Rota de Sefarad, uma parceria do governo e setor privado que visa preservar o patrimônio cultural e histórico da herança judaica no pais.

 

Desde 2015, foram aprovadas novas regras no Regulamento de Nacionalidade Portuguesa, permitindo a concessão da nacionalidade portuguesa aos descendentes de judeus sefaraditas expulsos, afirmando ser o reconhecimento de um direito.

 

Atualmente, cerca de três mil judeus vivem em Portugal concentrados, principalmente, nas cidades de Lisboa, Belmonte e Porto, onde está localizada a maior sinagoga da Península Ibérica.

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