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Judeus sefarditas! Mais de seis mil Israelitas e Turcos querem BI português

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Em dois anos, SEF avaliou 6463 pedidos de cidadãos naturais de Israel e da Turquia. 2436 já beneficiaram da lei que concede a nacionalidade a descendentes de judeus sefarditas.

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) recebeu 3430 pedidos de israelitas e 3033 de turcos para se naturalizarem portugueses em 2016 e 2017. Beneficiam da nova lei (30-A/2015) que concede a nacionalidade a descendentes de judeus sefarditas e o número de pedidos não para de aumentar.

Estes são os processos avaliados SEF, que considerou que grande parte merece ter a nacionalidade portuguesa. É uma fase do processo de naturalização devendo este serem finalizado nas conservatórias do registo civis.

2436 obtiveram o Cartão de Cidadão.

Os dados do SEF constam do último Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo, relativo a 2017. As nacionalidades israelita e turca surgem maioritariamente no relatório do SEF, sendo que Israel ocupa o segundo lugar no total de estrangeiros que pediram a nacionalidade portuguesa em 2017: 28 673. Destes, 1311 pedidos foram recusados. Só no ano passado, receberam 2539 pedidos de cidadãos oriundos de Israel (891 em 2016). A Turquia surge em sexto lugar, com 1329 requerimentos (1704 em 2016).

As autoridades explicam a subida exponencial de pedidos de nacionalidade por turcos e israelitas pela alteração ao Regulamento da Nacionalidade Portuguesa (Decreto-Lei n.º 30-A/2015, de 27 de fevereiro), relativo à naturalização de estrangeiros descendentes de judeus sefarditas portugueses. Entre 1 de março de 2015 e 31 de janeiro de 2018, 2436 descendentes de judeus sefarditas receberam o cartão de cidadão. Em Espanha, o governo legislou no mesmo sentido em 2014.

São os descendentes das comunidades judaicas da Península Ibérica, cuja presença recua ao século XII. A partir dos finais do século XV e após o Édito de Alhambra de 1492, foram perseguidos pela Inquisição espanhola e muitos refugiaram-se em Portugal. Mas, D. Manuel, que inicialmente “lhes garantiu proteção, determinou em 1496 a expulsão de todos os judeus sefarditas (também conhecidos por marranos) que não se sujeitassem ao batismo católico”, sublinha o legislador. Numerosos judeus sefarditas foram expulsos de Portugal nos finais do século XV e inícios do século XVI.

 

Site:https://www.dn.pt/pais/interior/judeus-sefarditas

 

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